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Intolerância a Lactose

Sobre a Intolerância à Lactose

O QUE É INTOLERÂNCIA À LACTOSE?
Intolerância à Lactose é o termo utilizado para pessoas que não conseguem digerir produtos lácteos (leite e seus derivados). Esta impossibilidade de digestão geralmente ocorre em pessoas que não produzem a enzima lactase ou produzem-na em quantidade insuficiente para realizar a digestão da lactose. A maioria das populações têm uma perda progressiva da capacidade de absorção da lactose que inicia-se após os primeiros anos de vida.

O QUE É LACTOSE E LACTASE?
A Lactose é o açúcar do leite, um dissacarídeo que com a ação da enzima lactase, transforma-se em dois monossacarídeos: glucose e galactose. Estes carboidratos simples, depois de formados, são facilmente absorvidos pelo corpo. No entanto, a falta ou deficiência na produção da lactase faz com que a lactose chegue até o intestino grosso sem ser absorvida pelo organismo. Ela é fermentada por bactérias causando gases e sintomas típicos de indigestão.

QUAL É O TEOR DE LACTOSE EM UM COPO DE LEITE?
O leite de vaca, assim como todos os outros leites de origem animal, contém em média cinco gramas de lactose por cada 100 ml de leite. Assim, um copo de leite (250 ml) contém 12,5 g de lactose. O leite humano é o mais rico em lactose. Ele contém cerca de 7g de lactose por cada 100ml.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA INTOLERÂNCIA À LACTOSE?
Os sintomas mais comuns são a diarreia (ou à vezes constipação), distensão abdominal, gases, náusea e sintomas de má digestão. A severidade dos sintomas dependerá da quantidade de lactose ingerida assim como da quantidade de lactose que seu organismo tolera.

COMO SABER SE VOCÊ TEM INTOLERÂNCIA À LACTOSE?
Em primeiro lugar é muito importante ressaltar que existem níveis de intolerância, pois a quantidade de enzima lactase produzida pelo corpo varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas possuem uma deficiência mínima na produção da enzima, ao passo que outras não a produzem. Isto irá afetar o seu nível de intolerância.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE EXAMES EXISTENTES?

1. Tolerância à lactose: a lactose depois de digerida produz duas moléculas: a glicose e a galactose. Para fazer este teste o paciente ingere em jejum um líquido com dose concentrada de lactose e durante duas horas obtêm-se várias amostras de sangue para medir o nível de glicose, que reflete a digestão do açúcar do leite. Se a lactose não é quebrada, o nível de glicose no sangue não aumentará e, consequentemente, o diagnóstico de intolerância à lactose será confirmado. Este exame não é indicado para crianças pequenas.

2. Hidrogênio exalado: (em inglês, Hidrogen Breath Test). Este exame mede a quantidade de hidrogênio exalado, que em situações normais é bem pequena. O quadro é diferente quando as bactérias do intestino grosso fermentam a lactose (que não foi digerida) e produzem vários gases, incluindo o hidrogênio, que por sua vez é absorvido e ao chegar aos pulmões e é exalado. Para fazer o exame, o paciente ingere uma solução de lactose e o hidrogênio expirado é medido em intervalos regulares. Níveis elevados de hidrogênio indicam uma digestão inadequada da lactose.

3. Deposição de ácidos : trata-se de um exame indicado tanto para crianças pequenas como para crianças maiores. A lactose não digerida é fermentada pelas bactérias do intestino grosso e produzem ácido láctico e ácido graxos de cadeias curtas e ambos podem pode ser detectados em uma amostra de deposição.

4. Exame Genético: este é um exame novo, que promete ser a melhor forma de diagnosticar a intolerância à lactose pois é rápido e não produz sintomas desagradáveis como no caso do exame de ingestão de lactose. Neste exame o paciente retira uma pequena amostra de sangue e seu DNA é estudado para verificar se há mutação em relação à produção da enzima lactase.

COMO TRATAR A INTOLERÂNCIA À LACTOSE
Não existe cura para a intolerância à lactose, mas é possível tratar os sintomas limitando, ou em alguns casos, evitando produtos com leite ou derivados. Muitas pessoas com IL conseguem ingerir leites deslactosados e outros produtos com baixo teor de lactose sem sentir os sintomas da intolerância à lactose. Com o passar do tempo e uma adaptação aos hábitos alimentares, cada pessoa pessoa aprenderá sobre quais alimentos lácteos poderá ingerir sem sentir sintomas.
Uma outra opção bastante comum é o uso de cápsulas de lactase, um suplemento alimentar que auxilia na digestão da lactose.

REPOSIÇÃO DE CÁLCIO
Uma das maiores preocupações para pessoas com intolerância à lactose é adotar uma dieta que suplemente os nutrientes encontrados no leite, principalmente o cálcio. Cerca de 70% do cálcio da alimentação humana vêm do leite e seus derivados. Por esta razão, é importante, na medida do possível, manter uma dieta com ingestão de pelo menos alguns produtos lácteos, mantendo uma quantidade que seja bem tolerada pelo seu organismo. Além disso, é importante a orientação de um nutricionista para auxiliá-lo na readequação de seus hábitos alimentares.

Referências:
Tulla H. Lactose Intolerance. Journal of the American College of Nutrition, Vol. 19, No. 2, 165S–175S (2000)
International Foundation for Functional Gastrointestinal Disorders – www.iffgd.org
http://www.semlactose.com






http://www.semlactose.com

 

A intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite são efeitos adversos que ocorrem após o consumo de leite e alguns de seus derivados, mas é de extrema importância entender a diferença entre cada um destes.

A intolerância à lactose se caracteriza pela incapacidade ou deficiência de digerir a lactose, o açúcar presente naturalmente no leite, pela ausência ou pequena quantidade da enzima lactase, responsável pela quebra deste açúcar. A permanência da lactose no intestino pode causar desconfortos intestinais, inchaço, dores, gases e diarréia. Estes sintomas podem ser controlados pela diminuição ou exclusão do consumo de lactose, que pode ser feita pela ingestão de alimentos sem a lactose ou com teor reduzido, como é o caso de alguns leites especiais e queijos. De maneira geral a intolerância à lactose se manifesta na primeira infância ou na fase adulta.


Já a alergia à proteína do leite desencadeia uma resposta do sistema de defesa do corpo, mediada por anticorpos, que é ativada pelo consumo de proteína proveniente do leite e seus derivados (caseína e soro do leite).
Os sintomas decorrentes da alergia podem ser reações na pele (urticária e dermatites), problemas respiratórios (asma, brocoespasmos, entre outros), problemas gastrointestinais (vômito, diarréia, esofagite, entre outros); o indivíduo alérgico pode apresentar mais de um destes sintomas.
É comum que a alergia à proteína do leite se manifeste entre seis meses a um ano de vida, momento que ocorre a substituição do leite materno pelo leite de vaca e são introduzidos alimentos à base de leite e seus derivados.

Desta forma, com auxilio de profissionais capacitados, é necessário entender exatamente o tipo de restrição alimentar, para, assim, possibilitar as melhores substituições, inclusões e exclusões de alimentos para garantir um aporte nutricional adequado para o melhor crescimento e desenvolvimento.


Fonte: http://www.piracanjuba.com.br/vivabem/alimentacao